quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Borboletas

Eu vejo borboletas.
A todo tempo em todos os lugares e de todas as cores.  Azuis, brancas, alaranjadas, cor de rosa, verdes. Todas as cores. 
Estão na minha frente, ao meu lado, debaixo dos meu pés, acima da minha cabeça, elas não param, batem asas rapidamente, estão por toda parte.
Socorro ! Eu posso senti-las, aqui.. bem aqui, pertinho de mim. 
Mas que danadas essas borboletas, agora estão todas  juntas no meu estômago, mas como elas conseguiram chegar aqui ? Essas danadas.
Mas que estranho, sinto meu sorriso frouxo.
...
Ai, que estranho, eu acho que gosto de sentir.. gosto de sentir as borboletas !

Fim

E assim como você, eu continuo sem entender muita coisa, a tristeza que a chuva trás, a beleza do verão e as nossas escolhas.
Muitas coisas ainda não fazem sentido, mas o tempo vem curando, cuidando e amenizando tudo que a vida nos fez.
O caminho é extenso e tem lugar pra nós dois, eu tento não olhar pra você a cada passo que dou, mas ainda é difícil.
Escolhemos a opção menos fácil, acho que porque somos parecidos. 
Dói.. porém doeu mais noutra época quando nunca fizemos nada a não ser machucar um ao outro, todo tempo.
Temos que andar pois já demos adeus, então o que ainda estamos fazendo aqui ?
Sinto que o tempo acaba, preciso me despedir outra vez, deixar umas últimas frases, sempre as te dei de presente, de coração, porém nunca me faltaram tanto as palavras, elas só não me faltaram mais do que você.
Nesse seu tempo comedido, ganhei espaço pra ser feliz. Precisava te dizer isso, agora sim.. adeus.