terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Shaow

Andava pensando em não pensar em você, não porque não queria, mas porque doía, era mas fácil continuar, seguir e deixar. Então eu pensava: 'foi cantar  com os anjos, o meu amigo, meu amigo foi cantar com os anjos.' Agora eu preciso falar de você e contar nossas histórias.

Não posso mais ouvir sua voz em suas músicas, então deixa eu contar o quanto você era feliz, que era puro, inigualável, insubstituível e amigo, não só meu, de todos. Lembro de te ouvir cantar "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também", hoje isso faz todo sentido. Ainda posso te ver no sorriso amarelado dos nossos amigos em reencontros marcados que nunca aconteceram.  Cada música tocada em velhos violões cansados nos remete a você.

Não é sempre que vejo o céu azul, nesse últimos dia ele tem estado com mais frequência, sabe o que é, os dias cansaram de chorar pela sua ausência, as nuvens conformaram-se que seu lugar agora é acima delas.  Agora o tempo é calmaria, e faz calor, aquele calor do Rio que me lembra você e seu sorriso de quem nunca cresceu.



   

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Borboletas

Eu vejo borboletas.
A todo tempo em todos os lugares e de todas as cores.  Azuis, brancas, alaranjadas, cor de rosa, verdes. Todas as cores. 
Estão na minha frente, ao meu lado, debaixo dos meu pés, acima da minha cabeça, elas não param, batem asas rapidamente, estão por toda parte.
Socorro ! Eu posso senti-las, aqui.. bem aqui, pertinho de mim. 
Mas que danadas essas borboletas, agora estão todas  juntas no meu estômago, mas como elas conseguiram chegar aqui ? Essas danadas.
Mas que estranho, sinto meu sorriso frouxo.
...
Ai, que estranho, eu acho que gosto de sentir.. gosto de sentir as borboletas !

Fim

E assim como você, eu continuo sem entender muita coisa, a tristeza que a chuva trás, a beleza do verão e as nossas escolhas.
Muitas coisas ainda não fazem sentido, mas o tempo vem curando, cuidando e amenizando tudo que a vida nos fez.
O caminho é extenso e tem lugar pra nós dois, eu tento não olhar pra você a cada passo que dou, mas ainda é difícil.
Escolhemos a opção menos fácil, acho que porque somos parecidos. 
Dói.. porém doeu mais noutra época quando nunca fizemos nada a não ser machucar um ao outro, todo tempo.
Temos que andar pois já demos adeus, então o que ainda estamos fazendo aqui ?
Sinto que o tempo acaba, preciso me despedir outra vez, deixar umas últimas frases, sempre as te dei de presente, de coração, porém nunca me faltaram tanto as palavras, elas só não me faltaram mais do que você.
Nesse seu tempo comedido, ganhei espaço pra ser feliz. Precisava te dizer isso, agora sim.. adeus.

domingo, 4 de setembro de 2011

Sinto cheiro de ar puro.
Minha alma se renova a cada dia que passa, velhas caixas são jogadas fora. Retiro a poeira de meus livros e sinto-me orgulhosa de meus avanços, de quem eu venho me tornando. Olho mais para o meu centro, tenho tentado me conhecer como nunca consegui. Aos poucos tiro as mãos que cobrem meu rosto sempre tão tímido, busco ajuda não sei onde e lá mesmo encontro. Ainda tenho grandes receios, mas meu peito agora floresce amor. Respiro um ar quente, fresco, leve que tem cheiro de poesia e novidade. Um mundo novo me aguarda e estou prestes a embarcar nisso tudo, como uma Alice do novo século eu piso em falso nesses caminhos, cheia de dúvidas, procurando sempre me achar onde não estou e estar onde não me acho.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Primavera

Há muito que já não sinto uma brisa tão calma, faz tempo que me faltava fôlego, mas essa nova maré parece que veio para ficar, trouxe mudanças e acabou renovando todas as folhas da minha estação. É.. amo esse cheiro da primavera que me traz amores bem resolvidos, amigos e milhões de sorrisos. Sinto-me como se possui-se o infinito.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Futuro

Saí então de um sonho bom para meter-me no meio do caos. vai
'passar, sei que vai passar' repito a todo tempo. Porém nem ao
menos cheguei no início, o vejo tão tão longe, vindo em minha
direção com largos passos, olhando-me como se já soubesse
quanto o temo.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Passos

Meus pés cansaram de sentir esse chão que treme tanto, meu corpo já não suporta mais esse vento que me implora pra fujir, velhos medos insistem sempre em voltar e essas sombras que me perseguem nunca me disseram ao certo o que queriam, porém sempre me trazem más notícias reabrindo velhas rachaduras remendadas. 
Meu mundo é quase uma farça, só agora posso ver, e sofro porque me sinto não inteira, sou só remendos de velhas batalhas vencidas, sou cada dia mais alma e menos coração, isso ainda me dói.

domingo, 17 de julho de 2011

Anjos

Tenho anjos. Cada qual tão singular. Há momentos que preciso deles, quando isso acontece não tenho medo, vergonha ou pudor de recorrer a cada um. Sou atendida. Sempre. Tenho anjos. Sou grata aos anjos.

Arco - Íris

 Ando e consigo dar adeus a velhos medos, não olho mais para ver meus passos marcados na areia antiga, posso agora ver as estrelas e minha velha amiga lua, o mar perdoou minha ausência de espírito a antigos toques. A vida acena e me chama para um novo começo, onde tudo brilha e é mais bonito, minha felicidade reflete na minha saúde, na minha paciência e compaixão. Consigo encontrar a calma que a tanto já havia dado por perdida, sinto-me nova em folha. Volto agora a ver com olhos inocentes um mundo que já havia pisado em velhas feridas cicatrizadas, sigo perdoando todos os erros, os meus os seus e os alheiios, meu coração voa leve junto com as borboletas que tem feito meu corpo de morada, meu olhar anda longe e já lá no horizente eu vejo o fim do meu arco-íris que ao meu ver representa muito mais do que um encontro com pote de ouro, eu vejo e posso sentir meu re-começo.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Sem essa de contos de fada

Nem mil príncipes com lindas serenatas, com o luar e as estrelas de platéia me fariam tão feliz quanto um dia complexo e conturbado ao seu lado.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Vento

E então o vento viu e ouviu todos os seus lamentos, a levou consigo pra um lugar de beleza azul que muito bem combinava. Não voltou. Recuperou-se e hoje te olha, mas ela não pode voltar, perguntei se sente sua falta, disse que sim, não demora, pois mais de uma vez ninguém espera.

Bailarinos

Parece que quanto mais se luta, mais se dói. E tem horas que estar tão ferido não nos confere nenhuma glória, é só dor mesmo, só vontade de correr, de não estar. Dar um grande mergulho nesse mar de água salgada que são as lágrimas. E como um grito de socorro eu corro tanto, no entando parado, e só, tão só.

Quanto mais se foge, mas se está só. Há pessoas que vivem correndo atrás de si, dando voltas em sua solidão. E na sua caixinha de mágoas há tantos bailarinos dançantes tristes querendo sair. Mas veja que falta de destreza, possuir a chave e não saber como usá-la. Enclausurados em sua própria caixa. Triste.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Amigas

Gosto assim, quando vocês torcem por mim, eu não caio, e só porque vocês não deixam. Cada uma a sua maneira, mas tão minhas, minhas melhores, minhas amigas. Eu to bem, e fico bem, mas acho estranho, o quão rápido o 'bem' vem pra mim. Descobri, hoje, pela manhã, que quando tenho vocês comigo, o meu mundo confuso e conturbado vira todo 'so easy'.

Menino dos muros 1

Intrigava-se o tempo todo, o menino que tinha muros, e pensava quão assutador podiam ser aqueles olhos de diamantes, sem nenhuma resposta a dar porém com tantas peerguntas a fazer.

Boa Sorte

Mas era um bem querer tão surreal que ela o temia, e pensava 'quanto antes me livro, com menos medo prossigo', e assim o fez, na estupenda reviravolta do fim seguiu a passos largos em busca de seu recomeço.

sábado, 30 de abril de 2011

(...)

E se sentir vontade... volta. Porque até os pássaros voltam no verão.



Lua

'Que saco do mundo', ele disse sentado no parapeito da janela no décimo quarto andar.
Nada mais fazia sentido pra aquele homem, mas antes do último cigarro, se pegou alí distraído olhando para a lua: grande, branca e redonda. Aquele satélite intrigante brilhava e o chamava, como se quisesse que lhe pagasse um drink, ele admirava e ficava naquele momento, perdido em pensamentos, envolto em coisas da vida que ele não podia compreender, e as 2 e 28 da manhã só o importava agora a lua, a bela e linda lua, mas afinal, ela não sempre esteve lá ?
Nunca teve tempo pra perceber, a vida sempre cobrou tanto, alguns diriam até demais, a perfeição emcobria tanta coisa, tanto sentimento, tantas lágrimas, a felicidade deixava sempre de revelar a real infelicidade. Como outros poderiam querer sua vida ?
Pensava mas não compreendia tantos porques e se afogava no seu turbilhão de pensamentos que o consumia cada dia mais, chateava-se, e gritava calado, alto e tão alto que sentia-se rouco, mas as pessoas a seu redor eram cegas demais para ouvi-lo e ele agora pouco importava-se também com elas, teria a atitude, segundo ele, mais egoísta da vida, só não contava com ela ali, tão linda, paralisando totalmente todos seus sentidos, a lua, que era a única coisa que o impedia de agir.
Ficou feliz pela primeira vez em muito tempo e sorriu sozinho, sorriso sincero, não aquele de mentira que usava sempre, arrependeu-se de não tê-la cohecido antes, chorou também sozinho como em todas as noites, apagou seu útimo cigarro, deu adeus a lua e foi-se, pela saída de emergência da vida.


'Il nostro tempo'

E quando você voltar a ter tempo, podemos não ter tanto tempo, porque nosso tempo é agora e isso de tempo é sempre tão relativo. Esse tempo que é nosso já vem sendo a tanto tempo pra gente, que me coloco curiosa e a espera de outro tempo diferente desse tempo atual que não chega. E então, que tempo é esse que não existe mais insiste em estar sempre presente ? Quero ao meu tempo, não sou do meu tempo e te tenho no tempo que a gnte precisar. Nosso tempo é nosso e é referente a nós, então, esquece isso de tempo, porque do tempo o tempo cuida.

Eu e me

Perdi o compasso, me apressei no passo e me perdi em mim. Não me achar em cada esquina que procuro é tão decepcionante. Caí no esquecimento, sou a própria solidão, dói até meus movimentos de tanta reclusão. Tô querendo ser eu, mas que eu, que eu não sou ?

UFA !

E se ainda dói eu já não sinto mais,
ando meio esquecida, esquecendo até de sentir.
Prefiro assim. Atualmente, eu respiro, vivo respirando.