Andava pensando em não pensar em você, não porque não queria, mas porque doía, era mas fácil continuar, seguir e deixar. Então eu pensava: 'foi cantar com os anjos, o meu amigo, meu amigo foi cantar com os anjos.' Agora eu preciso falar de você e contar nossas histórias.
Não posso mais ouvir sua voz em suas músicas, então deixa eu contar o quanto você era feliz, que era puro, inigualável, insubstituível e amigo, não só meu, de todos. Lembro de te ouvir cantar "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também", hoje isso faz todo sentido. Ainda posso te ver no sorriso amarelado dos nossos amigos em reencontros marcados que nunca aconteceram. Cada música tocada em velhos violões cansados nos remete a você.
Não é sempre que vejo o céu azul, nesse últimos dia ele tem estado com mais frequência, sabe o que é, os dias cansaram de chorar pela sua ausência, as nuvens conformaram-se que seu lugar agora é acima delas. Agora o tempo é calmaria, e faz calor, aquele calor do Rio que me lembra você e seu sorriso de quem nunca cresceu.