Nem tão perto, nem tão longe.
A vida se faz espelho no tempo que ela quiser.
Maldita essa minha sensação de que tudo foge do controle.
Odeio pensar que não mando nas voltas que ela dá.
É um desafio exaustivo ter que levantar da cama todos os dias e se redescobrir a cada novo gesto. Não temo os anos que passam. Ou temo?
Essa inquietação que não sei de onde vem, machuca sabe? Querer saber o que ninguém pode responder, me leva sempre a um lugar onde não deveria estar. Eu não aprendo isso. Aliás, voltando de onde tudo começou. Não vejo necessidade nessas voltas que a vida dá. Todas levam-me aos meus erros, uns novos, outros velhos empoeirados. Acabo por pensar e saber que o erro sou eu próprio. Isso. Sou o erro em pessoa. Bato a cabeça em meus joelhos todos os dias pela manhã para me forçar a lembrar que então as voltas que a vida dá são para que eu recorde dos erros. De todos eles. Mas os erros sou eu. Fui feito deles, sou todo eles. Cada partezinha de mim me remete a um erro que talvez não queira esquecer. Eles estão lá, me moldando e me montando. Fazendo de mim o erro mais errado da vida deles. Eu não aprendo, porque gosto de errar. Sou o erro mais errante dessas voltas que a vida dá.
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