segunda-feira, 29 de junho de 2015

E que difícil retirar você da colcha de retalhos que bordei com tanto carinho em meu coração.

E eu até queria que você ficasse. Mas você ficar é eu voltar. Você estar, significa que eu preciso retroceder. E eu não vou. Eu acabei de deixar pra trás uma mala muito grande. Uma pessoa que me ofereceu um mundo. Alguém que me ofereceu tudo que eu podia querer - e ele tinha tanto para me dar. Mas eu neguei. Disse não por que aqui não cabe mais nada. Meu mundo tá bem grandão, sabe? Tá sem espaço. Tá sem espaço pra mim, tá sem espaço pra você.
Lembra que eu falei que queria sofrer? Até acho que preciso. Mas não cabe agora, não cabe mais nada na minha vida. Cabe eu como meus porquês. Cabe eu com meus centoevintemilplanos que não param de crescer.
Eu deixei um mundo pra trás só pra encontrar o meu. E o meu mundo é sozinha, pelo menos por uns anos, pelo menos por agora.
Não que eu ache que a gente vai se apaixonar ou que sejamos obrigados a namorar. Pois, se tem uma coisa que aprendi, meu caro, é que não sou obrigada a nada. Nunca. Aprendi isso no tapa, na vida dura. Mas aprendi.
A verdade é que eu não quero mesmo. Eu sou um imã pra coisas que não deveriam ser. Mas, por agora, eu quero é ser sozinha. Ficar sozinha e ganhar o mundo. Acredite, eu não posso voltar atrás.   

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