'Que saco do mundo', ele disse sentado no parapeito da janela no décimo quarto andar.
Nada mais fazia sentido pra aquele homem, mas antes do último cigarro, se pegou alí distraído olhando para a lua: grande, branca e redonda. Aquele satélite intrigante brilhava e o chamava, como se quisesse que lhe pagasse um drink, ele admirava e ficava naquele momento, perdido em pensamentos, envolto em coisas da vida que ele não podia compreender, e as 2 e 28 da manhã só o importava agora a lua, a bela e linda lua, mas afinal, ela não sempre esteve lá ?
Nunca teve tempo pra perceber, a vida sempre cobrou tanto, alguns diriam até demais, a perfeição emcobria tanta coisa, tanto sentimento, tantas lágrimas, a felicidade deixava sempre de revelar a real infelicidade. Como outros poderiam querer sua vida ?
Pensava mas não compreendia tantos porques e se afogava no seu turbilhão de pensamentos que o consumia cada dia mais, chateava-se, e gritava calado, alto e tão alto que sentia-se rouco, mas as pessoas a seu redor eram cegas demais para ouvi-lo e ele agora pouco importava-se também com elas, teria a atitude, segundo ele, mais egoísta da vida, só não contava com ela ali, tão linda, paralisando totalmente todos seus sentidos, a lua, que era a única coisa que o impedia de agir.
Ficou feliz pela primeira vez em muito tempo e sorriu sozinho, sorriso sincero, não aquele de mentira que usava sempre, arrependeu-se de não tê-la cohecido antes, chorou também sozinho como em todas as noites, apagou seu útimo cigarro, deu adeus a lua e foi-se, pela saída de emergência da vida.
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