O chão treme bem embaixo de meus pés, meus sentidos se perderam, já não existe nenhum barulho a minha volta, meu corpo começa a ser tomado por uma derrota, um silêncio, um vazio que não trás calmaria. O mundo parou, o seu, o meu, o nosso. As mãos tremem, já não enxergo nada, eu apenas vejo e sinto. Sinto um buraco negro formando-se dentro do meu peito.
Escutei uma voz chorosa e escandalosa porém perdi minha capacidade de escutar.
O buraco cresce, vem tomando todo meu corpo, já tão pequeno e frágil, sinto-me tomada por um mar de águas salgadas que não param de sair de meus olhos, eu não penso. Eu caio.
Escutei uma voz chorosa e escandalosa porém perdi minha capacidade de escutar.
O buraco cresce, vem tomando todo meu corpo, já tão pequeno e frágil, sinto-me tomada por um mar de águas salgadas que não param de sair de meus olhos, eu não penso. Eu caio.
Agora a fragilidade da vida me assusta, pois não estamos imunes meus velhos amigos, nós já não somos mais imunes, agora já não viveremos pra sempre.
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