E mesmo que todos os seus medos fiquem no passado, eles não foram escritos na areia. Mesmo que o vento sopre e o tempo mude, a brisa não vai levá-los para longe. Eles estão gravados como em tronco de árvores. Ficam cobertos, mas nunca desaparecem.
Digo com a certeza de quem vê diante de seus olhos o passado lhe dar bom dia, que há pessoas, cheiros e cores que sempre dão meia volta, batem a sua porta e perguntam se tem pão duro.
Mas se já sabemos que o mundo gira e que um dia as farpas voltam para furar nossos dedos, porque ainda teimamos em jogá-las ao vento?
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